Docilda

Aqui … com doçura, paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor… sabedoria, esperança, caridade e diferenças, saudades, liberdade, dúvidas e certezas, …entre amigos ou família… quem sabe outras crenças …dias de sol ou de chuva… sem frescuras… dividimos…”segredos”.

Marlene Dietrich *6* 03/07/2010

Filed under: Celebridades,Marlene Dietrich,Solidão — docilda @ 20:22
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Marlene Dietrich podia derreter um homem com um levantar de sobrancelhas e destruir uma rival com o olhar.
Era mesmo deslumbrante.
Misteriosa, a atriz sempre zelou por sua privacidade, vivia contando mentiras e inventando histórias sobre si mesma.
Nascida Marie Magdelene Von Losch, em Berlim no dia 27 de dezembro de 1901,começou exibindo suas belas e comentadas pernas, dançando e cantando em pequenos teatros e cabarés de Berlim.
Ousada, Marlene nunca escondeu sua preferência por mulheres.
Já naquela época existiam clubes gays em Berlim e a atriz os freqüentava vestida de homem.
Apesar do homossexualismo assumido, casou-se aos 20 anos com o assistente de direção Rudolf Simmer.
Um casamento pouco convencional, aliás, dado que ela sempre sustentou o marido e também sua amante, Tamara.
Sobre sua relação com o sexo masculino dizia:”Queria poder namorar os homens, ficar de mãos dadas e recitar poesias,mas temos que fazer sexo com eles, senão eles nos deixam.”
Em 1923, o casal teve Maria Riva, a única filha.
Já no final da década de 20, Marlene foi descoberta pelo diretor Josef Von Sternberg, que a levou para os Estados Unidos, fez dela uma estrela e uma amante. Para ele, a vamp das vamps era uma mulher chamada desejo.
Podia chamar-se polêmica também já que beijou uma mulher na boca quando isso era motivo de escândalo no cinema americano.
Marlene explodiu em O Anjo Azul, de 1929, o filme que lhe renderia o famoso apelido.
Adolf Hitler, seu fã, tentou seduzi-la com milhares de marcos para que ela voltasse ao cinema alemão, mas a atriz era radicalmente contra o nazismo e adotou os Estados Unidos como seu país definitivo durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1948, a diva que tinha pavor de envelhecer e mentia a idade foi avó pela primeira vez, a mais glamourosa da América.
Já tinha 60 anos, quando no final da década de 50, pisou no palco novamente ressucitando seu lado cantora.
Era limitada nesse campo, mas sua voz rouca e grave encantava.
Em 1976, em um show em Sydney, na Austrália, sofreu uma queda, a segunda em dois anos, fraturou a bacia e refugiou-se em Paris.
Na França,vivia apenas com a empregada e só permitia a visita da filha, das netas e do médico.
Lá, sentada na cadeira de rodas, escreveu O ABC de Marlene Dietrich, uma autobiografia exageradamente pudica.
Essa imagem seria desmitificada pela filha, Maria Riva, que, depois da morte da mãe,ocorrida em 5 de maio de 1992, lançou Marlene Dietrich, livro em que apresenta o anjo azul como uma mulher fria e violenta.
Seis anos mais tarde, o escritor, fotógrafo e cenógrafo Eryk Hanut, com quem a atriz manteve uma longa amizade por telefone, lançou Desejo-lhe Amor – Conversas com Marlene Dietrich e recuperou a imagem do mito que, embora reverenciado,era pródigo em farpas certeiras e cortantes.
Vida e carreira Era filha de um oficial prussiano.
Fez escola de artes cénicas e participou de filmes mudos até 1930.
Em 1921, casou-se com um ajudante de diretor chamado Rudolf Sieber, e teve uma única filha, Maria, nascida em 1924.
Estreou no teatro aos vinte e três anos de idade, fazendo cinco anos de carreira apagada até ser descoberta pelo diretor austríaco Josef von Sternberg, que a convidou para protagonizar o filme Der Blaue Engel (1930), lançado no Brasil como O Anjo Azul, e baseado no romance de Heinrich Mann, Professor Unrat.
Foi o primeiro dos sete filmes nos quais Marlene Dietrich e o diretor Josef von Sternberg trabalharam juntos.
Os demais foram Marrocos (1930), Desonrada (1931), O Expresso de Shangai (1932), A Vênus Loira (1932), A Imperatriz Galante (1934) e Mulher Satânica (1935).
Depois de trabalhar com von Sternberg, ela foi foi para Hollywood, onde trabalhou em filmes mais profundos e mais marcantes.
Foi convidada por Hitler para protagonizar filmes pró-nazistas, mas ela recusou o convite e se tornou cidadã estadunidense, o que Hitler tomou como um desrespeito para a pátria alemã, e chamou Dietrich de traidora.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Marlene foi ao encontro das tropas aliadas, onde cantava para divertir e aliviar a dor dos soldados. Condecorada com medalha após a guerra, Marlene descobriu um dom que poderia explorar: sua voz. Assim ela começou a cantar além de atuar.
A partir de 1951, começa a se apresentar em espetáculos em Las Vegas, no Sahara Hotel.
Marlene Dietrich cantando para os soldados, em 1944.
Em 1961 Marlene protagonizou um filme que quebraria barreiras e chocaria o mundo com um assunto que ainda assustava.
O filme era Julgamento em Nuremberg, que tratava do holocausto, do nazismo, e do tumultuado julgamento que condenou os grandes líderes nazistas.
Em turnês mundiais, ela visitou inúmeros países, porém voltou para sua pátria, a Alemanha, apenas em 1962, e sua volta não agradou a todos, pois os nazistas remanescentes chamaram-na de traidora em pleno aeroporto.
Marlene tinha em Berlim uma de suas melhores amigas, a também talentosa cantora e atriz Hildegard Knef.
Em 1978, Marlene protagonizou seu último filme, Apenas um Gigolô, onde contracenou com David Bowie.
Porém, nesse meio tempo, ela fez várias participações em rádio e programas de televisão.
Finalmente, escondeu-se em seu apartamento em Paris, onde morreu aos noventa anos de idade, de causas naturais.
Porém, existem comentários de que Marlene se matou com calmantes, pois não suportava o fato de envelhecer.
Outros dizem que ela tinha Mal de Alzheimer e, por isso, se matou, mas não existe nada que comprove esses comentários.
Em 2001 foi realizado um filme biográfico sobre a diva, dirigido pelo seu neto e com comentários de várias pessoas que conviveram com Dietrich, como sua filha Maria Riva, seu sobrinho, Hildegard Knef, Burt Bacharach, o filho de von Sternberg, entre outros.
Maria Riva escreveu um livro sobre sua mãe, no qual a declarava uma pessoa fria e autoritária.
Foi a primeira mulher a usar calças publicamente, nos anos 1920.

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